18.7.12

Dorothea Wiedemann - xilogravuras


O Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba - Paraná, inaugura dia 21 de julho, sábado, a exposição “Dorothea Wiedemann, aqui ou em qualquer lugar”. São 51 trabalhos da artista alemã com raízes em Castro, Dorothea Wiedemann, que viajou pelo mundo em busca de sua matéria-prima essencial: a natureza. Dorothea construiu uma obra baseada em sua percepção e curiosidade de todos os lugares do mundo que morou e visitou. Além disso, sua história de vida permeia toda a sua escolha de materiais, técnicas e estudos que fazem seu trabalho ter um cunho marcante e de grande sensibilidade.

Utilizou a xilogravura na maioria dos seus trabalhos e elegeu esta técnica para aprimorar-se. Acreditava que a madeira poderia ser trabalhada de maneira única, que cada uma tinha uma característica, uma personalidade. “Xilogravuras podem ser feitas em qualquer lugar”, dizia a artista. A catalogação do seu trabalho abrange 353 obras que pertencem ao acervo da Casa da Cultura Emília Erichsen. A curadoria é de Simone Landal, Christiani Vieira Strickert, Ilsemarie Hampf, Karina Marques e Ronie Cardoso Filho, reúne 51 obras, que estarão expostas na Galeria Niemeyer.



A exposição de Dorothea Wiedemann resgata um importante trabalho de uma artista com raízes em Castro, com ressonância e identidade reconhecidas internacionalmente.
Para a diretora do MON, Estela Sandrini, é importante resgatar a história de Dorothea Wiedemann que produziu sua obra em Castro (PR) e no mundo. “Para o Museu Oscar Niemeyer é uma honra receber esta exposição e revelar uma artista que tem raízes parananenses, mas não é muito conhecida no Estado”.







16.7.12

"Xilocidade - memória urbana gravada".


Ultimos dias para quem estiver em Porto Alegre - RS para visitar minha exposição
"Xilocidade - memória urbana gravada".
Termina dia 18 - 4ªfeira.
São 48 xilogravuras desta série.







Comenta Manoela Afonso:

“A paisagem urbana é mutante e precisa constantemente dar lugar ao novo, mas tende a apagar as marcas do passado. A cidade é realmente uma grande obra sempre em construção, vivenciada diferentemente a cada instante pelo homem. Mas seu acelerado crescimento aumentou seu caráter hostil, desencadeando o rompimento das relações afetivas do homem com seu próprio habitat e a perda de identidade com a cidade em que vive. A fragmentação da história e da memória do homem tornou-se uma triste realidade que o situa num contexto social degenerado, além de prejudicar e inviabilizar a construção da sua cidadania. O homem urbano pós-moderno pode encontrar-se desconexo do seu meio ambiente, por não reconhecê-lo mais.

Xilocidade é um movimento de busca e registro da memória urbana. André vasculha sua memória de menino carioca, volta ao passado e se depara com casas com quintais cheios de árvores frutíferas, com a casa onde nasceu sua mãe, com construções antigas onde antes viviam famílias inteiras e que hoje desaparecem caladas levando consigo tanta história. Suas memórias mais antigas remetem à paisagem modificada pelo tempo e pelo homem no Rio de Janeiro; suas lembranças mais recentes identificam a persistência das antigas fachadas de Curitiba.”







A Gravura na trajetória de André de Miranda

Nascido no Rio de Janeiro em 1957, desenhista, pintor, gravador e artista educador, mora e trabalha na cidade do Rio de Janeiro.


André de Miranda morou no Paraná na cidade de Curitiba de 2004 a 2008, onde ministrou palestras e oficinas na Universidade Federal do Paraná, no Museu Oscar Niemeyer onde tem obras em seu acervo, no SESC unidade Centro e nas cidades de Maringá e Foz do Iguaçu, além de exposições em outras regiões do estado.


Manteve também atelier na cidade de Três Lagoas – MS., de 1994 a 1998.
Já realizou mais de 250 exposições entre individuais e coletivas.
Sua primeira exposição individual de xilogravuras foi no Rio de Janeiro em 1981.
Iniciou seus estudos em xilogravura em 1979 com Ciro Fernandes e J. Borges.
Frequentou as oficinas do SESC Tijuca Rio, sendo aluno de Anna Carolina, gravura em metal com Heloisa Pires Ferreira e na Escolinha de Arte do Brasil com Marcelo Frazão; oficina de gravura do SESC Nova Iguaçu – RJ, além de ter convivido em diversos ateliês de gravura, desenho e pintura no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Suas obras se encontram em importantes acervos de museus e galerias da Suécia, França, Portugal, Espanha, Romênia, Polônia, Japão, Argentina e Brasil.
Já ministrou mais de 100 oficinas e palestras de gravura de norte ao sul do país.
Além de inúmeros prêmios recebidos, destaca-se em 2003, o prêmio aquisitivo no 8º Salão Internacional de Gravura el Caliu - Olot - Girona, Espanha.
Foi membro do Núcleo de Gravura do Rio Grande do Sul e do Grupo Gravura.

12.7.12

MARIA TOMASELLI NO MAC - USP IBIRAPUERA



Dia 18 de Julho às 14h

MAC USP Ibirapuera
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso
Parque Ibirapuera 04094-000 - São Paulo - SP - Brasil
tel: 55 11 5573.9932
Estacionamento no Parque com Zona Azul
Entrada gratuita



Biografia

Maria Tomaselli Cirne Lima (Innsbruck, Áustria 1941). Pintora, desenhista, gravadora. Em sua cidade natal, estuda desenho com Heinz Kühn (1908 - 1987), em 1962, e se diploma em filosofia, em 1965. Muda-se para Porto Alegre em 1969 e, durante dois anos, estuda pintura com Iberê Camargo (1914-1994). Inicia a formação em artes gráficas em 1971, com aulas de xilogravura com Danúbio Gonçalves (1925), no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Em 1972, vai morar em São Paulo, onde faz um curso de serigrafia com Paulo Menten (1927), frequenta a Escola Brasil e é premiada na 2ª Exposição Internacional de Gravura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1975, onde inicia um curso de gravura em metal no Museu de Arte Modernade do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Em Olinda, a partir de 1979, liga-se então à Oficina Guaianases de Gravura. Funda, em 1980, o ateliê MAM de litografia com as artistas Anico (1948) e Marta Loguércio. Nessa década recebe bolsas de estudo do Instituto Austríaco-Italiano, em Roma, e do Instituto Austríaco-Francês, em Paris.

11.7.12

Matéria com gravadores.

Muito boa matéria com grandes nomes de nossa gravura.
Vale a pena assistir. Parabéns a todos e Viva a Gravura!
http://g1.globo.com/globo-news/starte/videos/t/todos-os-videos/v/gravador-samuel-casal-mostra-a-importancia-da-gravura-nas-artes-plasticas/2035146/

ARTE POSTAL

CONVOCATÓRIA


Arte Postal
TEMA: MAPAS DE INFLUÊNCIAS
Formato Postal: 10 X 15 cm
Apenas postais em gravura – técnica livre: xilogravura, calcogravura, fotogravura, litogravura
DATA LIMITE: 10 de agosto de 2012
Enviar para: arte postal – MAPAS DE INFLUÊNCIAS
Ateliê Ponto Gráfico   Caixa Postal 17002     CEP 02340-970São Paulo – SP – BRASIL

A participação está aberta a todos.
Mande quantos cartões quiser!
Sem júri – Todos os trabalhos serão expostos na Oficina Oswald de Andrade na cidade de São Paulo de 11 a 30 de agosto de 2012 e  publicados no blog:http://mapasdeinfluencias.wordpress.com/
Os artistas participantes cartões postais recebidos pelo projeto, e receberá tantos postais quanto enviou. Aleatoriamente, será distribuido os cartões recebidos aos participantes, com uma identificação do Projeto Mapas de Influências, certificando a participação, a exposição e agradecendo o apoio.

mapasdeinfluencias@gmail.com

10.7.12

RETROSPECTIVA ANNA LETYCIA

Imperdível exposição retrospectiva da grande artista brasileira Anna Letycia no Museu Nacional de Belas Artes
Rio de Janeiro.
Abertura dia 17 julho às 19h.

Anna em seu ateliê na Urca - Rio (foto de André de Miranda)


Anna Letycia Quadros (Teresópolis RJ 1929). Gravadora. Inicia estudos de desenho e pintura com Bustamante Sá, na Associação Brasileira de Desenho, no Rio de Janeiro. Na década de 1950, no Rio, frequenta o curso de André Lhote, estuda gravura com Darel, na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), e com Iberê Camargo, no Instituto Municipal de Belas Artes. Realiza curso de xilogravura com Oswaldo Goeldi, na Escolinha de Arte do Brasil, e de pintura com Ivan Serpa, com quem participa da criação do Grupo Frente. Em 1959, frequenta o ateliê do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), coordenado por Edith Behring. É convidada a lecionar gravura no ateliê desse museu, atividade que exerce entre 1960 e 1966. Dá aulas de gravura em Santiago, onde recebe o título de professor honoris causa da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em 1961. Em 1977, instala em Niterói a Oficina de Gravura no Museu do Ingá, que coordena até 1998. Desenvolve ainda atividades de cenógrafa e figurinista, e atua principalmente em parceria com Maria Clara Machado. Em 1998, é publicado o livro Anna Letycia, de Angela Ancora da Luz, pela Editora da Universidade de São Paulo.





Cais do Porto , 1955 - pastel seco sobre papel, 25 x 37 cm


Caracol , 1968 - ponta-seca, relevo, recortes, 63 x 68 cm


Caixas , 1977 - água-tinta, água-forte e ponta-seca, 55 x 40 cm

6.7.12

Mundo Fantástico de Mário Gruber


O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro inaugurou a exposição O Mundo Fantástico de Mario Gruber, que faleceu em dezembro passado aos 84 anos. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra apresenta um panorama completo da obra do artista, realizada ao longo de seis décadas de atividade artística. São 125 obras, entre pinturas, desenhos, matrizes e gravuras.

Durante toda sua vida Gruber trilhou um caminho único. A reboque de todos os modernismos inspirou-se nos mestres do passado, criou sua própria e requintada técnica de pintura e debruçou-se sobre um realismo mágico inteiramente pessoal. Alcançou o sucesso e a fama, foi igualmente endeusado e repudiado, mas nunca pode ser acomodado em nenhum dos nichos criados pela crítica de arte: Gruber é Gruber.

Gruber ficou conhecido mesmo por suas gravuras, em que sobressaía um engajamento político, sendo a fase mais fértil a produção dos anos 50. Gruber fundou o Clube da Gravura de Santos e chegou a dar aulas do suporte no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na Fundação Armando Álvares Penteado.




Depois de conhecer o artista mexicano Diego Rivera durante uma passagem pelo Chile, Gruber também se dedicou a fazer murais e obras públicas, chegando a ter trabalhos instalados na praça da Sé, no Memorial da América Latina e no aeroporto de Guarulhos.


Seu mural poeticamente batizado como “Assim como sempre, o amanhã está em nossas mãos”, embeleza a plataforma central da Estação da Sé, a mais movimentada do Metrô. Com 50 metros quadrados de área, a peça feita em acrílico e vinil foi inaugurada em 25 de janeiro de 1987, após nove anos sendo manufaturada pelo artista.

Na década de 1940, o artista pintava e gravava retratos, paisagens e naturezas-mortas seguindo os caminhos da arte da época, mas já buscando sua própria forma de expressão. Na década de 1950, alguns temas e características particulares tornaram-se evidentes: a preocupação com a qualidade técnica, o uso dramático do claro-escuro e uma predileção pela figura humana, captada em sua condição de espanto e solidão. Obras, como Meninos e Engraxate prenunciam o aparecimento do Muleque Cipó, personagem arquétipico que Gruber irá retratar sob diferentes nomes ao longo de muitos anos, sempre evidenciando a condição do menino pobre, irreverente, triste, desprotegido - e perigoso.

Nos anos 1960, aparece o tema dos Fantasiados que o artista pinta também por muito tempo, mergulhando, cada vez mais fundo, no onírico mundo dos máscaras, compondo imagens eivadas de símbolos e sempre usadas como formas de entender o real. Nos anos de chumbo da ditadura, através dos Anjos da Renascença Brasileira, Gruber denuncia a censura que transformava a todos em marionetes, em anjos de asas que não voavam. A série Profeta dos Anzóis, iniciada nos anos 1980, estendeu-se até os anos 1990, levantando questões existenciais entre metáforas de chaves e anzóis. Em 2000, o artista, conhecido como exímio colorista, ousou realizar um conjunto de obras monocromáticas que encerra o grupo de pinturas.


"Fantasiado com bastão"

A exposição apresenta também um extenso grupo de gravuras e matrizes nas quais fica evidente a maestria de Gruber no manejo da goiva e do buril, sua inventividade na experimentação e seu engajamento em questões humanitárias.

Mário Gruber com a neta Lorena Hollander no Memorial da América Latina, em 2009



Serviço:
Exposição: “O Mundo Fantástico de Mário Gruber”
Visitação: até 12 de agosto de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – Class. Livre
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) - 2253-1580
Realização: Centro Cultural Correios
Patrocínio: Correios
Curadoria: Denise Mattar.